2ª Fase OAB 46: Guia Definitivo para Sanar suas Dúvidas
A aprovação na 1ª fase foi apenas o primeiro degrau, que você já superou. Agora, o desafio é a Prova Prático-Profissional do 46º Exame de Ordem, marcada para o dia 21 de junho de 2026. Esta etapa exige muito mais do que conhecimento jurídico: exige planejamento, domínio do tempo e intimidade com o seu material de consulta.
Para ajudar você a focar no que realmente importa — o treino —, reunimos as respostas para as perguntas que mais recebemos em nossos canais.
Resumo do 46º Exame da OAB (2ª Fase)
| Evento | Data / Informação |
| Data da Prova (2ª Fase) | 21/06/2026 |
| Horário da Prova | 13h às 18h (Horário de Brasília) |
| Pontuação Mínima | 6,0 pontos (em um total de 10) |
| Composição da Prova | 1 Peça Prática (5,0 pts) + 4 Questões Discursivas (5,0 pts) |
Principais dúvidas sobre a Prova Prático-Profissional
1. Como é distribuída a pontuação na 2ª Fase?
A prova vale 10 pontos no total. Para ser aprovado, você precisa de, no mínimo, 6,0 pontos.
- Peça Profissional: Vale 5,0 pontos. É fundamental acertar o nome da peça e o fundamento legal para não ser zerado.
- Questões Discursivas: São 4 questões valendo 1,25 ponto cada, totalizando 5,0 pontos. Cada questão costuma ser dividida em itens “A” e “B”.
2. Posso marcar o meu Vade Mecum? O que é permitido?
A dúvida sobre o que pode ou não no material de consulta é a campeã. Segundo o edital da FGV:
- Permitido: Simples sublinhado com caneta ou marca-texto; uso de separadores de códigos fabricados por editoras (desde que tragam apenas o nome da lei/seção); remissões apenas com o número do artigo ou lei (ex: “vide art. 5º, CF”).
- Proibido: Uso de post-its em branco para escrever notas; anotações manuscritas com teses jurídicas; estruturação de peças através de marcações coloridas.
3. O que acontece se eu errar o nome da peça?
Infelizmente, o erro no “nomen iuris” da peça ou na indicação do fundamento legal básico acarreta nota zero na parte prática. Por isso, o treino de identificação de peça é o pilar número 1 da sua preparação.
4. Posso usar corretor (branquinho) ou caneta azul?
O edital é claro: a prova deve ser respondida com caneta esferográfica de tinta azul ou preta, fabricada em material transparente. O uso de corretor líquido ou fita corretiva é estritamente proibido. Se errar, faça um traço simples sobre a palavra ou trecho e continue a escrita.
5. Não passei na 1ª fase no resultado preliminar, devo esperar o definitivo?
Se você está com 38 ou 39 pontos e aguarda anulações, ou se aguarda o resultado definitivo, comece a estudar agora. O tempo entre o resultado definitivo e a prova da 2ª fase é muito curto (cerca de 30 dias).
Nos preparatórios de 2ª fase do MeuCurso, oferecemos uma Garantia Especial: se você iniciar o curso de 2ª fase e não confirmar a aprovação na 1ª, seu investimento vira crédito para o próximo exame.
6. Como gerenciar as 5 horas de prova?
O tempo é o maior inimigo na 2ª Fase. A sugestão dos nossos especialistas é dividir as 5 horas da seguinte forma:
- 2h30 para a Peça Profissional: Incluindo a leitura do caso, elaboração do esqueleto e redação final.
- 2h00 para as 4 Questões: Cerca de 30 minutos para cada uma.
- 30 minutos de “respiro”: Para revisar pontos fundamentais ou finalizar trechos pendentes.
Dica MeuCurso: Comece pela peça, mas se sentir que travou em algum ponto, pule para uma questão que você domina para ganhar confiança e garantir pontos.
7. A importância da caligrafia e organização
Lembre-se: o examinador corrige milhares de provas. Se ele não entender a sua letra, ele não poderá atribuir a pontuação.
- Mantenha uma letra legível e constante.
- Respeite as margens da folha de resposta.
- Sempre indique claramente qual questão e item (A ou B) você está respondendo. Escrever a resposta do item B no espaço do A anula a sua pontuação naquele tópico.
8. O “Espelho de Correção” é o seu mapa
A FGV não avalia apenas se você sabe a tese, mas se você utiliza as palavras-chave que constam no espelho de correção.
- Seja direto: Responda primeiro “sim” ou “não” (se a pergunta permitir), aponte o fundamento jurídico e, por fim, aplique ao caso concreto.
- Indique o artigo: Nunca esqueça de citar o artigo, parágrafo ou inciso. No Exame de Ordem, o artigo é o que “puxa” a nota.
9. Use e abuse do Índice Remissivo
O seu Vade Mecum é uma ferramenta de busca, não um livro de leitura.
- Durante o treino, aprenda a procurar palavras-chave no Índice Alfabético-Remissivo.
- Se o caso fala sobre “penhora”, vá direto para o P no índice. Ele vai te listar todos os artigos relacionados ao tema, economizando minutos preciosos que seriam gastos folheando o código aleatoriamente.
10. Treine com o “Esqueleto da Peça”
O maior erro é tentar escrever a peça definitiva direto na folha de resposta sem um rascunho estruturado.
- O esqueleto deve conter: Endereçamento, Partes, Nome da Peça, Fundamento Legal e as Teses (preliminares, mérito e pedidos).
- Com o esqueleto pronto, a redação flui muito mais rápido e as chances de esquecer de pedir a “fixação de honorários” ou a “concessão de liminar” caem drasticamente.
Domine a 2ª fase com quem entende do caminho
A prova do dia 21 de junho não perdoa a falta de técnica. Não basta conhecer a lei; é preciso saber onde ela está no Vade Mecum e como estruturá-la no padrão de resposta que a FGV exige. Nossa metodologia foi desenvolvida para quem precisa transformar conhecimento em performance real na prova prático-profissional.
Aqui, você estuda com quem entende profundamente a lógica da banca, as peças mais cobradas e os critérios de correção que fazem a diferença entre a aprovação e a reprovação.
