Mais de 3.000 vagas vazias no TJSP: o que os números oficiais revelam sobre a necessidade de novos escreventes
Quando se fala em concurso público, é comum que os olhos dos candidatos se voltem imediatamente para o número de vagas imediatas previstas no edital. Afinal, todo mundo quer saber: quantas oportunidades estarão disponíveis logo de cara?
Mas, no caso do Tribunal de Justiça de São Paulo, essa pode não ser a pergunta mais importante. A questão central é outra: quantos cargos estão, neste momento, efetivamente vazios e precisando ser ocupados?
E a resposta, baseada em dados oficiais divulgados em janeiro de 2026, é surpreendente: 3.008 cargos de Escrevente Técnico Judiciário estão vagos agora mesmo.
Não se trata de projeção. Não é expectativa. É número real, extraído dos registros do próprio Tribunal.
E ele muda completamente a forma como você deve enxergar o concurso.
O que significa, na prática, mais de 3.000 cargos vagos?
Para começar, é importante entender a dimensão desse número. O TJSP possui 36.191 cargos de escrevente. São mais de 36 mil posições que, quando completamente preenchidas, garantem o funcionamento da máquina judiciária mais movimentada do país.
Ter 3.008 desses cargos sem ocupantes significa que o Tribunal opera com um déficit de aproximadamente 8,3% do quadro total.
Ou seja: falta gente para trabalhar. Processos parados, acúmulo de funções, sobrecarga nas unidades judiciárias. E isso, naturalmente, pressiona o Tribunal a nomear.
Não é um cenário de “talvez contratem”. É um cenário de precisam contratar.
De onde vêm essas vagas? O fluxo contínuo de vacâncias
Um erro comum entre candidatos é pensar que as vagas surgem apenas quando um concurso é autorizado. Na realidade, as vagas nascem todo mês, por razões estruturais e permanentes:
- Aposentadorias: servidores que cumprem o tempo de contribuição e deixam o serviço público
- Exonerações: profissionais que mudam de cargo, estado ou carreira
- Criação de novos cargos: ampliação da estrutura do Tribunal
- Falecimentos: triste, mas real, e também gera vacância
Esse fluxo contínuo faz com que, mesmo após a nomeação de milhares de candidatos, novas vagas surjam constantemente. Por isso o TJSP realiza concursos com tanta frequência e, mais importante, nomeia de forma regular ao longo de toda a validade do certame.
O que os concursos recentes mostram sobre nomeações
O concurso de 2023 para escrevente é um exemplo prático desse movimento. Nele, mais de 2 mil candidatos foram nomeados — número muito superior ao de vagas imediatas previstas no edital.
O concurso de 2024 (interior) segue o mesmo caminho: as listas de aprovados estão próximas de serem zeradas em diversas regiões, o que significa que praticamente todos os candidatos classificados foram chamados.
Já o certame de 2025 (Capital e Grande SP), embora lançado como cadastro de reserva, já tem uma estimativa concreta: mais de 1.400 nomeações devem ocorrer, considerando o histórico e o volume atual de vagos.
Esses números contam uma história clara: quem fica bem classificado, é nomeado.
E por que isso importa para quem vai começar agora?
Porque o próximo concurso já está no horizonte.
Com as listas do interior se esgotando e o concurso da Capital em fase final de correção da prova discursiva, a tendência natural é que o Tribunal prepare um novo edital ainda em 2026.
E quando ele vier, os 3.008 cargos vagos continuarão lá — talvez até em número maior, considerando as vacâncias que ocorrerão mês a mês.
Portanto, quem começar a estudar agora não está atrasado. Está, na verdade, no momento exato para construir uma preparação sólida e chegar ao edital pronto para disputar uma dessas vagas que já existem e continuarão existindo.
O que muda na sua preparação com essa informação?
Saber que há 3.008 cadeiras vazias esperando por aprovados muda completamente a perspectiva sobre o concurso. Não se trata mais de “torcer para que surja uma vaga”. Trata-se de se preparar para ocupar um lugar que já existe e precisa ser preenchido.
Isso exige:
- Estudo estruturado, com foco no perfil da Vunesp
- Treino intensivo de questões, para ganhar velocidade e precisão
- Preparação para a prova discursiva, que substituiu a antiga digitação
- Acompanhamento estratégico, para saber onde focar a cada etapa
E, principalmente, exige começar agora.
Anote em sua agenda
No dia 04 de março, às 18h, o professor Daniel Lamounier conduzirá uma masterclass exclusiva para explicar, com base em números oficiais, o cenário real de cargos vagos, o impacto das vacâncias nas nomeações e como a Vunesp tem estruturado as provas — além de mostrar o caminho mais estratégico para iniciar sua preparação.
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